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  • Carlos Mossoró

Festival reúne "shows impossíveis" e "debates utópicos"

É possível reunir os povos oprimidos de vários países pobres e historicamente colonizados, para se comunicarem através do rap mesmo nessa época de pandemia? Sim! É essa a resposta que responde a equipe do Barras Maning Arretadas, uma iniciativa colaborativa e não financiada que começou logo no início da pandemia. O “Festival Decolonial de Rap: Espaço Lusófono?”, que será realizado de 29 de julho a 02 de agosto e reúne vários shows de rap do espaço lusófono, mas terá uma programação que se estende para 27 países.

Os artistas convidados de outros países têm em comum o desejo de superar uma sociedade capitalista, racista, colonialista e heteropatriarcal, unindo saberes e experiências de povos oprimidos, tendo o rap como a principal forma de comunicação da sociedade em que se busca.

A iniciativa mescla nomes de feministas que criaram projetos pioneiros para reunir rappers dos seus países em torno do rap, rappers censurados, presos ou perseguidos em seus países, slammers e acadêmicos experientes que tenham sensibilidade com a causa ou mesmo rappers em início de carreira que trazem as causas de povos oprimidos por meio da música rap.

Foram convidadas para realizar essa ação, organizações que se identificam plenamente com a causa e que contribuem oferecendo serviços para que esse sonho fosse possível de se realizar. O Barras Maning Arretadas é um projeto autônomo, nascido da reunião de forças entre rappers e beatmakers de quatro cidades do interior de Moçambique (Quelimane, Nampula, Chimoio e Beira), com promotores do evento Slam Mossoró, competição realizada no interior do Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil.

O evento será todo transmitido pelo Youtube do canal Barras Maning Arretadas. Como se trata de um evento não financiado, a iniciativa pretende conseguir recursos para remunerar os artistas através de campanha para alcançar inscritxs no canal Barras Maning Arretadas e assim monetizar o canal que irá lançar continuamente 30 cyphers virtuais produzidas em meio à pandemia e que reuniu 180 rappers de 27 países.

Será disponibilizada ainda a conta do rapper mossoroense Caboco, como forma de doação, para ser distribuída de forma igualitária para cada uma das pessoas participantes, em caso de haver doações. Outra forma de contribuir com os artistas é a retransmissão do evento nas páginas dos artistas. A reprodução do conteúdo do evento só será permitida em sites e TV´s que também se identifiquem com todas as causas do evento e divulguem continuamente artistas periféricos, sites do rap ou veículos de comunicação que a organização considere identificados com os nossos princípios.

Com isso, a programação do evento só será permitida em veículos de comunicação identificados com as nossas causas e todas elas serão mencionadas no evento.

Os únicos parceiros institucionais dessa iniciativa são Universidade Hip Hop (Angola) e Bloco 4 Foundation (Moçambique), entidades voltadas a pesquisa de hip-hop e que nasceram de grupos de rap periféricos em países pobres e, por isso, são plenamente identificados com as nossas causas.

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