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  • Carlos Mossoró

MCK retransmite Festival Decolonial de Rap em suas redes sociais

Atualizado: Jul 27

Rapper angolano é uma das maiores lendas do hip-hop produzido em língua portuguesa e participa de duas sessões





O rapper angolano MCK é um dos destaques do “Festival Decolonial de Rap: Espaço Lusófono?”. Ele irá participar da mesa de debate “Lusofonia? Que ligação pode ser pensada entre os países em uma perspectiva decolonial?”. Esse debate acontece no dia 30, às 17h de Angola. O conteúdo será transmitido na página do Youtube Maning Arretadas e terá retransmissão na página de Facebook do artista.

Na mesma mesa, participam as seguintes pessoas:

Tânia Macêdo: Ex-dirigente do Centro de Estudos Africanos da USP, maior universidade do Brasil.

Isabel Ferin Cunha: Professora aposentada da Universidade de Coimbra e que já morou em vários países do espaço lusófono, tendo como principal foco a influência dos meios de comunicação entre esses países.

Vinícius Terra: Criador do Festival pioneiro em ligações da Lusofonia “Terra do Rap”

Redy Wilson Lima: Sociólogo focado em rap cabo-verdiano de intervenção social

Hamilton Chambela: Slammer e organizador de slam em Moçambique, que tem liderado trabalhos de interligação no slam Moçambique-Brasil.

Mediador: Carlos Mossoró: Doutor em Comunicação pela Universidade de Coimbra que estudou o rap de intervenção em quatro países e optou por estudar a obra do MCK em Angola.

Segunda participação do artista

MCK volta a cena no domingo (2), dia de encerramento do evento, quando acontece o encerramento do Festival Decolonial. O artista vai ser comentarista na sessão “Censurados”, junto do renomado rapper brasileiro Eduardo Taddeo.

Os artistas que irão participação da sessão são: Chullage, Rappers angolanos do caso 15+2 (nomeadamente o grupo Movimento Extremista Terceira Divisão e Drux-P), Hertz Dias  e  Negro Bey. Todos eles já vivenciaram problemas de restrição de liberdade e vão utilizar o espaço para mostrar a importância da liberdade de expressão. MCK também apresentará surpresas no dia!

Por que decolonial?

A perspectiva decolonial significa que a descolonização é um processo não finalizado e que a luta para descolonizar é constante, pois ainda sofremo racismo, desigualdade social, restrições de liberdade e outras questões que restrigem nossos direitos.

Por que a interrogação no título? A lusofonia significa “fala lusa” e esse termo incomoda, porque existem várias línguas, sotaques e expressões entre os países que foram colonizados por Portugal. Sendo assim, uma ligação acrítica dos países pode remeter a uma visão ufanista, de que essa ligação aconteceu de forma solidária e uniforme, não refletindo sobre os sofrimentos que existem.

Quem convida?

O convite é feito pelo Barras Maning Arretadas, coletivo de rappers e slammers que unem forças entre o interior de Moçambique e o interior do Nordeste brasileiro. A ideia é mostrar que espaços invisibilizados e tido como excluídos pode sim ditar as regras no jogo de poder contra os grandes centros. Assim, o comando vem desses locais.

O evento é não-financiado e as únicas entidades parceiras são Universide Hip Hop de Angola e Bloco 4 Foundation de Moçambique, instituições de pesquisa africanas focadas no rap e que surgiram a partir de grupos periféricos.

Inscreva-se no Canal Barras Maning Arretadas

Para conseguir encontrar formas de remuneração pros artistas nessa época de pandemia, o Barras Maning Arretadas pretende conseguir inscritos para o canal do Youtube, sendo necessário ter mil inscritos. Inscreva e ajude rappers de países pobres.

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