O Projeto

O projeto Barras Maning Arretadas é um projeto não comercial, sem fins lucrativos e que pretende dar visibilidade a povos oprimidos através da música rap. Não há seleção por currículo, número de visualizações ou critérios comerciais. Pretendemos criar uma estrutura organizacional horizontal a nível mundial, em que a forma prioritária de comunicação seja a música rap. Todxs xs participantes do projeto são voluntários. Não há trocas ou acordos comerciais envolvidos. Os critérios para a seleção das atividades buscam justiça e igualdade.

A iniciativa nasceu de forma espontânea, logo no início da pandemia, quando o rapper Tchacka, da cidade de Quelimane, em Moçambique, percebeu a necessidade de substituir a convivência cotidiana do rap, por um desafio de rimas de 30 segundos. Assim, disponibilizou um instrumental de rimas de 30 segundos, em que espalhou por várias cidades de Moçambique, através do esforço do rapper Função Inversa (Chimoio/Moçambique). A equipe ainda somou-se a Dedecco (Beira/Moçambique) e Xelter (Nampula). Logo depois, foram convidados Carlos Mossoró (Mossoró/Brasil) e Cesar Hostil (São Paulo/Brasil). Nesta equipe de voluntários, ainda somou-se a Caboco (Mossoró/Brasil) e Muleca XIII (Lisboa/Portugal).

A estrutura para a execução do seu primeiro festival é a plataforma StreamYard, e exibição no canal do Youtube, Barras Maning Arretadas, onde necessitamos de inscritos, para conseguir remunerar artistas nessa época de pandemia. Há ainda a possibilidade de retransmissão em quatro canais de artistas em simultâneo.

Os convites especiais para eventos do Barras Maning Arretadas são considerados critérios como prestação de serviço ao hip-hop, contribuição de outra área ao movimento hip-hop, sendo amplamente expostos, para que outras pessoas que tenham contribuições semelhantes possa se dispor para novas atividades.

O projeto já chegou a cerca de 180 rappers e 27 países (entre aqueles que enviaram as vozes, ou prometeram enviá-las). Desde o seu início, jamais houve seleção por currículo musical, número de visualizações ou estrutura e assim sempre será.

Haverá exposição de beats dos beatmakers que enviaram voluntariamente os beats para a construção do projeto de cyphers que se estendeu a 180 rappers e 27 países. São eles: Carina Houston (Beira/Moçambique), Dedecco (Beira/Moçambique), D2K (Beira/Moçambique), Kems (Beira/Moçambique), IMBGLK (Chimoio/Moçambique), N.E.X.U.S. (Matola/Moçambique), Sinta o beat (Quelimane/Moçambique), Caboco (Mossoró/Brasil), Chambeatz (Curitiba/Brasil), Jucka Anchieta (São Paulo/Brasil) e Cesar Hostil (São Paulo/Brasil).

Não haverá possibilidades de ações comerciais dentro do Festival. As sessões de palco aberto prevê distribuição de tempo igualitário, distribuídas de acordo com a temática da sessão. Quaisquer anúncios em meio a programação devem ser previamente consultadas pela equipe do Barras Maning Arretadas e aprovada em assembleia, pela direção do Barras Maning Arretadas. Instituições que não se declarem abertamente identificadas com todas as nossas causas levantadas terão propostas automaticamente desconsideradas.

As propostas devem prever que há cerca de 180 rappers participantes no projeto e internacionalização de pessoas participantes, ficando ao parceiro responsável por encontrar meios justos para que o dinheiro seja entregue a cada um dos artistas.

Só serão aceitas propostas que prevem critérios justos e igualitários, para todas as pessoas envolvidas. É necessário apresentar um orçamento descritivo com os nomes dos artistas, após o fim da distribuição.

A Bloco 4 Foundation e a Universidade Hip Hop foram convidadas para organizarem as sessões, por terem um histórico de surgirem a partir de grupos de hip-hop e só depois terem se tornado instituições de pesquisa. Os convites foram realizados a partir de amplo debate entre um representante de cada instituição (Tirso Sitoe pela Bloco 4 Foundation; 1000ton Nkanzale, reitor da Universidade Hip Hop e Carlos Mossoró, Barras Maning Arretadas). Foram considerados prioritariamente critérios ideológicos e de representatividade de raça, gênero, nacionalidade, para a distribuição das sessões.

Esse projeto é não comercial e sem fins lucrativos, em que se busca compensações justas para os artistas participantes, a partir de debates amplos.

São voluntárixs desse Festival Lucas Sullivam, Paulo Gabriel Guerra, Pedro Savant, Rachel Soares, Larissa Galvão e Mary M. Xs primeiros são da cidade de Mossoró e o último de Juazeiro do Norte. Há ainda voluntárixs da Universidade Hip Hop de Angola e Bloco 4 Foundation agendados para essas datas.